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quinta-feira, dezembro 13, 2012

Santa Luzia, virgem e mártir


Liturgia diária: Isaías 41, 13-20; Salmos 144; Mateus 11, 11-15
A comemoração de Santa Luzia se faz no mês do advento. Os textos da liturgia não se referem ao mistério do martírio da santa. Eles apontam para a chegada do tempo da paz e da harmonia, tempo da chegada do Príncipe da Paz: “Pobres e necessitados procuram água, mas não há, estão com a língua seca de sede. Eu, o Senhor, os atenderei, eu, Deus de Israel, não os abandonarei. Farei nascer rios nas colinas escalvadas e fontes no meio dos vales; transformarei o deserto em lagos e a terra seca em nascente de águas”. Enfim, está próximo o tempo da restauração do paraíso verdejante das primeiras páginas das Escrituras. O Menino que vem é o príncipe da paz e a luz do mundo.

No dia de hoje lembramo-nos de uma santa mártir da Igreja de Roma. Segundo uma lenda, a santa teve seus olhos arrancados. A etimologia de Luzia, Lúcia vem de luz, claridade. Por isso, Luzia é padroeira dos que são deficientes visuais.

Os olhos são as janelas da alma. Aquele menininho estava em casa. A mãe havia saído para comprar pão e o quarto estava escuro. Ele não enxergava nada. Grita pela mãe que não responde. Grita com mais força e seus olhinhos se inundam de lágrimas. A mãe chega, abre a janela, a luz se faz presente, os olhinhos do menino passam a brilhar.

Há olhares que soerguem, animam, estimulam.

Há o olhar de Cristo dirigido a um jovem insinuando que ele deixasse tudo o seguisse… Há o olhar de Jesus para Zaqueu que estava espreitando o Mestre no alto de uma árvore. O homem desce da árvore e, apressadamente dirige-se á casa, para preparar uma refeição para o Mestre.

Passa por minha mente aquela mulher que ficou cega depois de quinze anos de casamento. Não pode mais ver o rosto do marido, dos filhos, a beleza das rosas e a claridade da lua. Experimenta grande tristeza de não poder ver o rosto de seus netos e suas netas. Ela passa a mão pelo seu rosto, aperta suas mãos….tenta “enxergar” pelo tato.

Penso aqui também nas pessoas que têm boas vistas, mas não querem enxergar. São cegos por conveniência ou cegos porque se acostumaram com as trevas da mentira, do pecado. Cegos porque não querem assumir responsabilidades. Contraíram a cegueira do coração.

O Menino do Natal é a luz do mundo. Uma estrela vai guiar os Magos, a estrela da fé. Que Santa Luzia interceda por nós, ela que está na luz da glória, para que possamos e queiramos ver a graça de ver as flores nos jardins e enxergar o sentido de nossa vida.

Frei Almir Ribeiro Guimarães
franciscanos.org.br

Pia União de Santo Antônio

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