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quarta-feira, maio 22, 2013

Santa Rita de Cássia - 22 de maio

1ª Leitura - Eclo 4,12-22 (Gr. 11-19)
Salmo - Sl 118,165. 168. 171. 174. 175 (R. 165a)
Evangelho - Mc 9,38-40


Sabedoria de viver

Não é tão fácil e cômodo definir e descrever a sabedoria.

Pensamos na qualidade e virtude de um profissional que de tanto perscrutar o corpo dos doentes, na qualidade de médico, tem a sabedoria de descobrir uma doença, curá-la e levar o paciente a enfrentar com galhardia os desafios da vida. O médico sábio não visa em primeiríssimo lugar o dinheiro, mas aplica sua sabedoria profissional e humana em cada paciente. Tem uma sabedoria adquirida e outra infusa.

Pensamos nos pais e mães de família que precisam educar os filhos, no conturbado momento em que vivemos. Alunos e filhos querem se desligar do passado, começar tudo de novo. Os pais sábios vivem diante deles na lisura de suas consciências, no testemunho de um amor conjugal e familiar simples e belo. São pais que caminham à luz do Senhor, saboreando as coisas de Deus, tendo gosto do Sábio.

Pensamos naqueles que precisam abrir caminhos novos na evangelização e na pastoral. Sabedoria em acompanhar os passos titubeantes dos que buscam Deus às apalpadelas, em motivar os casais a construírem seu amor, em estar perto daqueles que foram perdendo o gosto de viver. Sabedoria que é dom do Espirito derramado em nossos corações e que se esconde ou se refugia nos corações pequenos.

A Sabedoria é dada aos que por ela esperam. Sábias são estas reflexões de Paul Tillich na linha do esperar a visita da Sabedoria: “Penso no teólogo que não espera por Deus, porque o possui em sua construção doutrinal. Pelo no estudante de teologia que não espera por Deus porque o possui fechado em seu manual. Penso no homem de Igreja que não espera por Deus porque o possui na própria experiência… Não é tão fácil suportar estar sem Deus, dever espera-lo… Somos mais fortes se o esperarmos do que se o possuirmos”.

Frei Almir Ribeiro Guimarães



SANTA RITA DE CÁSSIA


Rita nasceu no ano de 1381, na província de Úmbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando.

Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita.

Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos. Rita tentou, em vão, impedir essa vingança. Desse modo, pediu a interferência de Deus para tirar tal ideia da cabeça dos filhos e que, se isso não fosse possível, os levasse para junto dele. Assim foi. Em menos de um ano, os dois filhos de Rita morreram, sem concretizar a vingança.

Rita ficou sozinha no mundo e decidiu dar um novo rumo à sua vida. Determinada, resolveu seguir a vocação revelada ainda na infância: tornar-se monja agostiniana. As duas primeiras investidas para ingressar na Ordem foram malsucedidas. Segundo a tradição, ela pediu de forma tão fervorosa a intervenção da graça divina que os seus santos de devoção, Agostinho, João Batista e Nicolau, apareceram e a conduziram para dentro dos portões do convento das monjas agostinianas. A partir desse milagre ela foi aceita.

Ela se entregou, completamente, a uma vida de orações e penitências, com humildade e obediência total às regras agostinianas. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante quatorze anos, mantido até o fim da vida em silencioso sofrimento dedicado à salvação da humanidade.

Rita morreu em 1457, aos setenta e seis anos, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Sua canonização foi assinada pelo papa Leão XIII em 1900.

A vida de santa Rita de Cássia foi uma das mais sofridas na história da Igreja católica, por esse motivo os fiéis a consideram a “santa das causas impossíveis”. O seu culto é celebrado em todo o mundo cristão, sendo festejada no dia 22 de maio, tanto na Igreja do Ocidente como na do Oriente.

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Pia União de Santo Antônio

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