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sexta-feira, agosto 02, 2013

Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula - 02 de agosto

Neste dois de agosto, os franciscanos comemoram a dedicação da basílica de Nossa Senhora dos Anjos de Assis, berço da Ordem Franciscana. Nessa capela, reconstruída por São Francisco, se deram fatos importantes da história de Francisco e de Clara. Voltamo-nos sempre com carinho e apreço para Nossa Senhora dos Anjos. “O servo de Deus, Francisco, [...]


Neste dois de agosto, os franciscanos comemoram a dedicação da basílica de Nossa Senhora dos Anjos de Assis, berço da Ordem Franciscana. Nessa capela, reconstruída por São Francisco, se deram fatos importantes da história de Francisco e de Clara. Voltamo-nos sempre com carinho e apreço para Nossa Senhora dos Anjos.

“O servo de Deus, Francisco, pessoa modesta, humilde de espírito, menor por profissão, enquanto vivia no século escolheu para si e para os seus um pequenino lugar, pois não pôde servir a Cristo sem ter algo neste mundo. Não foi sem presciência de um oráculo divino que muito tempo antes se denominara Porciúncula o lugar por sorte destinado àqueles que não desejavam neste mundo absolutamente nada possuir. Ali fora construída uma igreja dedicada à Virgem Mãe, que por sua singular humildade mereceu, após seu Filho, estar à frente de todos os santos. Ali principiou a Ordem dos Menores, ali se ergueu, em grande número, como sobre base estável, sua nobre estrutura.

O santo amou de preferência este lugar, ordenou que os irmãos o venerassem com especial respeito, quis fosse sempre conservado, qual espelho da religião, na humildade e grande pobreza, reservando a outros a propriedade do mesmo e conservando para si e o seus apenas o usufruto. Observa-se ali mais do que em cada um dos demais institutos, rígida disciplina em tudo, tanto no silêncio como no trabalho. Os que estavam neste lugar, dia e noite, sem interrupção, se ocupavam com os louvores divinos e levaram vida angélica, a exalar admirável odor.

Embora soubesse Francisco que o Reino de Deus se estabelece em qualquer parte da terra, e acreditasse ser a graça divina concedida em todo lugar aos eleitos de Deus, experimentara contudo estar o local da Igreja de Santa Maria da Porciúncula repleta de graça mais abundante e ser frequentado pela visita dos espíritos celestes. Dizia, por isso, aos irmãos muitas vezes: “Vede, filhos não abandoneis este lugar. Se fordes expulsos por uma porta, entrai por outra; pois este lugar verdadeiramente é santo e a morada de Deus. Quando éramos poucos, o Altíssimo aqui aumentou nosso número: aqui iluminou os corações de seus pobres com a luz de sua sabedoria; aqui inflamou nossas vontades no fogo de seu amor. Quem orar aqui de coração devoto, obterá o que pedir, e quem pecar será punido mais gravemente. Considerai, portanto, filhos, o lugar da morada de Deus digno de toda honra, e de todo o coração com exultação e louvor ali confessai a Deus”

Próprio da Família Franciscana p. 195-196

Frei Almir Ribeiro Guimarães



O perdão de Assis

Segundo o testemunho de Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: Uma noite, do ano do Senhor de 1216, Francisco estava compenetrado na oração e na contemplação na igrejinha da Porciúncula, perto de Assis, quando, repentinamente, a igrejinha ficou repleta de uma vivíssima luz e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, circundados de uma multidão de anjos. Francisco, em silêncio e com a face por terra, adorou a seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. A resposta de Francisco foi imediata: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero pecador, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão a visitar esta igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”. O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho portanto o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E imediatamente, Francisco se apresentou ao Pontífice Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perusia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e disse: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, destacadamente respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Como, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas:”Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

Condições para receber a indulgência:
No dia 2 de agosto de cada ano (das 12 horas do dia 1º de agosto até as 24 horas do dia 2), pode se adquirir a Indulgência Plenária, com as seguintes condições:
• Visitando uma igreja paroquial, onde se reza o Credo, para afirmar a própria identidade cristã; e o Pai Nosso, para afirmar a própria dignidade de filhos de Deus recebida no Batismo;
• Confissão sacramental para estar em graça de Deus (oito dias antes ou depois);
• Participação na Missa e comunhão eucarística;
• Uma oração nas intenções do Papa. A indulgência só pode ser lucrada uma vez.

www.franciscanos.org.br

Pia União de Santo Antônio

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